sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Escrita acadêmica vs. escrita criativa


Quando pensamos na redação acadêmica, com todas suas formalidades, não a associamos com criatividade como fazemos ao considerar narrativas, contos ou poemas. Um artigo científico deve ser objetivo e claro, não havendo muito espaço para inovações em suas páginas.

Ainda assim, é possível identificar semelhanças nos processos das escritas acadêmica e criativa relacionados à construção do texto como um todo, e teóricos e pesquisadores podem aprender muito com outros escritores e vice-versa. Independentemente do estilo ou do gênero, é importante que um texto apresente uma boa estrutura, partindo de um objetivo claro e pré-determinado.

No caso da escrita exigida pela universidade, com a qual somos obrigados a lidar quer gostemos ou não, há uma fórmula específica que pode ser seguida e oferecer um bom resultado. Além do mais, quanto mais leituras teóricas fazemos, mais acostumados ficamos ao estilo, e não há problema algum em seguir o exemplo desses textos à risca - tomando os devidos cuidados, obviamente, para não copiar o texto em si. Talvez a parte mais difícil, ou pelo menos trabalhosa, do gênero em questão seja o planejamento e o desenvolvimento de um primeiro esboço. É preciso organizar as ideias de uma forma lógica e transparente, e que, de preferência, confira certa fluidez à escrita - o que tornará a leitura mais agradável também. Você também deve tomar sempre cuidado para não escrever com uma linguagem muito repetitiva, sem variações; procure substituir as palavras que aparecem com mais frequência em seu texto por sinônimos - daí a utilidade de ter sempre um dicionário à mão. (Aliás, graças à internet, é possível recorrer a um dicionário de sinônimos online clicando aqui!)

Para que um texto, qualquer que seja, tenha efetividade, é necessário definir uma linha temática e quais os termos-chave a guiarem o processo. Em se tratando de um artigo acadêmico, você não conseguirá persuadir o leitor de seu ponto de vista a não ser que você determine com precisão o seu entendimento do tópico e o lugar de onde você "fala". Já no caso de uma história ficcional, você precisa fornecer uma imagem vívida do mundo ou da ambientação em que a narrativa irá ocorrer, para que o leitor possa compreender bem o contexto.

Outra característica crucial está na especificidade. Enquanto no artigo ou no ensaio há a necessidade de oferecer exemplos sólidos e concisos que correspondam às definições e teorias explicadas por você, na escrita criativa é importante que o desenvolvimento dos personagens esteja de acordo com suas intenções, não se desviando daquele universo composto ao longo da história. Se, por um lado, os exemplos devem estar explícitos numa escrita acadêmica, por outro lado, você pode tornar tudo mais implícito numa narrativa ficcional, que não demanda explicações.

E vale a pena lembrar: pratique! Pratique sempre! Mesmo que você só consiga escrever umas poucas frases ou em tópicos naqueles dias mais estressantes, escreva para não perder o costume - não precisa fazer um texto completo e revisado todos os dias.

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