quinta-feira, 30 de julho de 2015

Nós, geração Y

Chegamos ao fim de julho e, em apenas 7 meses já aconteceu muito neste ano de 2015! A velocidade com que as coisas ocorrem é sintomática do quanto nosso tempo parece reduzido nessa época de imediatismo em que somos obrigados a exercer tarefas múltiplas, a nos desdobrar.

Você já notou como os anúncios de vagas em empresas, hoje, exigem muito mais habilidades de um candidato? E que a pós-graduação é praticamente uma continuação da faculdade, quase um curso complementar?

Fazemos parte de uma geração (batizada de "Geração Y") que teve mais oportunidades que a anterior, a de nossos pais. Obviamente, se mais oportunidades nos foram dadas, mais será exigido de nós. Ao mesmo tempo, porque o "multi" fez parte de nosso crescimento - sempre fizemos várias coisas, tivemos várias paixões -, é de se entender que faça parte de nossos trabalhos. Provavelmente, a geração posterior à nossa terá de lidar com ainda mais excessos em todos os âmbitos.

(fonte da imagem: Fórmula do Sucesso)

Ao que parece, todo esse acesso à tecnologia e à informação também nos tornou mais ambíguos. Porque tivemos, tecnicamente, mais educação que nossos pais, tendemos a ser mais questionadores. Contudo, somos também mais consumidores - e o consumo é uma poderosa forma de alienação.
A facilidade de certas conquistas, se comparadas às dificuldades de nossos pais, faz com que não precisemos nos empenhar tanto. Ao mesmo tempo, porque somos mais ambiciosos, procuramos por paixões que nos estimulem a trabalhar.

Somos, porém, bem mais individualistas no que diz respeito aos valores. Preocupar-se com o "outro" é um problema, porque já temos problemas demais sozinhos. Mas a ambivalência aparece também aqui: somos incapazes de viver sem interagir, pois faz parte do nosso egoísmo não tolerar a solidão. Daí o grande sucesso das redes sociais, que nos oferecem a ilusão de estarmos sempre "acompanhados", sempre rodeados de pessoas. Diga-se de passagem, essas redes também nos fazem achar que somos mais importantes do que realmente somos.

Acontece que, não interessa o que façamos, o lugar em que estamos ou o número de diplomas que temos... somos apenas pessoas. O que isso quer dizer? Que nossa vida acaba e o mundo continua, sem a gente.

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